sexta-feira, 25 de outubro de 2019

O Canceriano | Parte 3

O CANCERIANO
PARTE 3 - DURANTE


É nesta parte da história onde as verdades começam a se fragmentar e as meia histórias surgem com suas companheiras, lágrimas, dedo no cu e gritaria. Então, esteja preparado.

A conversa se moveu com tranquilidade, como as águas do signo de câncer, mas como o ser humano é de música e minha vida jovem adulta parece movida por clichês, foi justamente um arquivo mp3 a dar o sinal de fumaça sobre onde eu estava me metendo. Me importei? Óbvio que - ingenuamente, mas nem tanto - não. 

Por acaso o recado da vez era “Fuzuê” do – na época – novo álbum de Thiago Iorc. Cantor que decidiu renascer das cinzas como uma bela fênix para lançar fogo na minha vida. Como disse no primeiro texto, Thiaguinho Iorc corre aqui, a culpa é sua. Sim, eu culpo músicos aleatórios ao invés de meus hormônios e decisões precipitadas.


Conversa vai, malícia vem. Acabei por descobrir que o canceriano, antes tão parecido aos meus olhos com um libriano ou talvez ariano, na verdade era o mais puro estereótipo de câncer. Dava um valor tremendo a família - inclusive, amava ouvi-lo falar sobre os irmãos e a mãe – sentimental, entregue, um tanto quanto resistente a mudanças e o medo de rejeição.  


Em meio as músicas e conversa solta, começou a tal brincadeira sobre ele não saber flertar. Ata bom, senta lá, Santo do pau oco. Tentei explicar por mensagem, mas digamos que isso é algo mais olho no olho. Resultado: O Canceriano e eu teríamos uma “aula de flerte”. 

A professora: Eu. 
O recado dele: Venha sozinha. Eu sou a companhia. (E não sabia flertar, né, bonito???)
O tesão: Ebaaa!
A racionalidade: Burra!


Se você já se envolveu na história desse rolo ao ponto de estar torcendo para chegar logo a parte onde nos encontramos para saber se rolou mãozinha boba, você deve ter esquecido pontos importantes. Assim como eu enquanto flertava com o Canceriano.


1. Cacto era interessada no ser humaninho.

2. O motivo de minha conversa com ele foi inicial e unicamente para esclarecer a situação da reunião.

3. Eu já havia passado por uma situação muito parecida antes, mas com papéis opostos. (História para outro post)


Resumindo, antes de seguir em frente nesse possível rala e rola, eu precisava falar com Cacto, mas como? Não dá para simplesmente chegar em uma das suas melhores amigas e dizer:


 “Hey, sabe o cara que eu achei ser gay, mas tinha namorada, mas na verdade ele não tinha mais? Sim, aquele pelo qual nós três brincamos sobre quem pegasse primeiro tudo bem, mas que deu rolo porque a amiga dele e você se bicaram e isso ferrou teu sentimental? Ah, então...”


Após passar o fim de semana treinando o que dizer, mentalmente e na frente do espelho - como um pré adolescente de filme norte americano antes de chamar a líder de torcida loira, magra e chata para o baile - acabei por usar o clichê "precisamos conversar".


No entanto, o que eu não esperava era ela responder que já sabia sobre o que eu queria falar. Com esta deixa inesperada saímos da sala, porque no meio do fogo é mais importante o bem estar de seus amigos - que podem te ajudar a esconder um corpo se necessário - do que o professor falando sobre suas qualidades e desgraças irrelevantes para seu trabalho futuro. Ah não ser que você precise usa-lo como fonte principal para uma reportagem futura, nesse caso, era melhor você ter escutado. 

Enfim...

Cacto realmente sabia o motivo, pela simples razão de eu ser burra o suficiente para não ter escondido o celular. Na sexta-feira anterior a tela do aparelho havia acendido com notificação e apesar de ser apenas uma mensagem qualquer, ela me explicou, juntou as peças e tcharam!

Ela pareceu levar bem a situação no momento, mas eu deveria saber os danos a seguir. Lembrar de como ela geralmente assume o papel de forte, assim como Abobrinha, mesmo quando por dentro estão se partindo. 

Lembro-me de quando seu avô se foi. De como esperei ver refletido nela a mesma dor sentida por mim, aos seis anos. Na época fugi para o banheiro com um livro e rabisquei todos os rostos dos personagens de contos de fadas. Foi o primeiro contato com a morte a me fazer crer que nem um príncipe iria surgir em um cavalo branco. Se minha fada madrinha, minha vó, havia partido, como poderia ele me encontrar?

A verdade é que até hoje fujo para banheiros quando a dor ou alguma nova realidade cruel me bate a porta. Esta sou eu. A garota que é incapaz de chorar na frente de estranhos, mas é uma Maria Mole com os amigos, família e em banheiros. No entanto, quando o avô de Cacto se foi ela não se escondeu ou nos mostrou sua dor. Apesar de eu já tê-la visto no chão do banheiro, também. Pois é, o piso do segundo reservado do banheiro no primeiro andar já pode estar em nossa lista de melhores amigos do Instagram.

Lembro-me daquele dia, logo após a volta do dia funesto. Cacto chegou com seu vestido de sempre, o preto de bolinhas brancas, com a mesma expressão plena habitual. Fez os trabalhos, foi a aula e até sorriu. Não era de fato um sorriso verdadeiro. Era o mesmo sorriso que se dá quando alguém lhe diz “Oi. Tudo bem?” Nem sempre a resposta é sim, mas você sorri e acena porque sabe que é só um cumprimento padrão. A maioria não quer de fato saber como você está.

Ainda assim, ela sorriu apesar de estar em queda livre. Então, em maio, quando ela disse “Vai lá, amiga. Tudo bem.” Eu deveria saber das consequências a seguir. Na verdade, por mais que seja duro admitir, uma parte minha deveria saber, mas esta foi ocultada e posta no modo avião por algumas horas. Apenas o Canceriano e aquela atração sem palavras definidas no modo online.

O encontrei no intervalo entre minha aula e seu ensaio. O bloco de música e saúde estava calmo, com os primeiros indícios da aproximação do inverno no friozinho no ar. Nos sentamos em uma mesa quadrada em uma espécie de pracinha, quase vazia, para nosso deleite. E, sem nenhuma surpresa, o primeiro assunto que falei foi algo estranho:

“Cara, é meio escurinho esse bloco, né? Se duvidar dá para arrastar um corpo por aqui.”

O Canceriano riu e entrou na brincadeira. Duvidou de que eu conseguiria arrastar seu corpo. E como faríamos muito no decorrer dos próximos meses, fizemos uma aposta. Sem prêmios, apenas uma aposta por uma “rixinha” criada de assuntos aleatórios. Depois disso falamos sobre tudo e nada. Os minutos passando rápidos, entre aproximações e afastamentos.

Veja bem, quando falo sobre a falta de iniciativa de Canceriano, não estou brincando, passamos mais de uma hora nos enrolando no joguinho de imãs. Teve um momento inclusive, onde os narizes – que palavra engraçada – estavam quase encostados e nem um dos dois foi capaz de dar o passo final. Ainda por cima a frase proferida por ele foi “está nervosa?”. Eu ri, disse não e me afastei continuando o assunto que havíamos parado.

A conversa prosseguiu e o cu doce também, até seus amigos telefonarem por estar atrasado para o ensaio. Como diriam os filósofos contemporâneos Telletubbies “Era hora de dar tchau”.  A parte medrosa, cômoda e racional estava totalmente satisfeita. Sem problemas. Eu voltaria para minha sala totalmente em paz.

HÁ HÁ HÁ HÁ – Zombou o destino.

Dei um beijo em sua bochecha, mas o tempo pareceu dar aquela paradinha e última chance para a leonina e o canceriano mudarem de ideia. O canceriano mudou de ideia, talvez seu ascendente tenha ficado de saco cheio e assumido o controle, porque ele virou.

Aqui precisamos de uma observação: Meu primeiro beijo havia ocorrido há um ano atrás (histórinha engraçada que não cabe aqui agora), nele descobri que o corpo humano foi programado para saber beijar, assim como cachorros para saber nadar. Ninguém os ensinou, é apenas instinto. Um instinto muito bom a propósito, se permitem dizer.

Agora, voltando as duas pessoas se beijando na pracinha... Quando acabou descobri duas coisas interessantes:

1. De fato, o flautista sabia o que fazer com a boca.
2. Eu ainda sabia beijar depois de um ano.

Cheguei na sala parecendo que o rosado dos lábios - que se foi com o gloss – tinha fugido para as bochechas. O celular vibrou, mas de repente estava mais preocupada com o conteúdo da sala do que com o da mensagem. É apenas antes e depois de você fazer ou passar por algo que a realidade e a adrenalina batem, não na hora da ação. Naquele momento, ao ver a expressão da minha amiga, aquela de quem está fingindo estar bem, meu grilo falante só sussurrava uma mensagem ao meu ouvido:

“Parabéns, Rosalina. Você de fato arrasa corações, mas este era o da sua amiga. Deveria ter cuidado melhor dele.”

As coisas apenas desandaram antes de serem acertadas, mas já falei demais por hoje. Esperem pelo próxima postagem, please.

BEIJOS DOCES,
ROSALINA

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

O Canceriano | Parte 2



O CANCERIANO
PARTE 2 | ANTES

Como é de se esperar, ou não, depois do interesse mútuo, começaram as brincadeiras sobre estar tudo bem caso uma de nós três acabasse aos beijos com ele. De fato, ele demonstrou grande interesse por Abobrinha. Inclusive, se me recordo bem, chamou ela para comer. É, nós sabemos que não era só na comida que ele estava ansioso para por a boca.  

No entanto, a paquera que mal iniciou se desfez, porque nossa doce Abobrinha - Sim, uma abobrinha doce. A história é minha, então pode - se envolveu com outro cara, vamos chama-lo de Erva Doce. Erva, para os mais chegados. O Erva e a Abobrinha tinham uma "história" mais longa. O que basicamente quer dizer, que os dois mantinham uma amizade repleta de tesão e cu doce. Todo mundo conhece duas pessoas assim. Interessadas em um algo mais, mas sem assumir com a desculpa de não querer estragar a amizade. Se você não reconhece essas duas pessoas na sua vida eu preciso lhe contar uma coisa... 

Enfim, o Erva finalmente tomou iniciativa e o resultado foi o inicio da amizade colorida com Abobrinha. Teve direito, inclusive, a primeiro beijo do casal na praia. #SHIPPO , mas isso é história para outro post, se eu receber permissão para isso.

Voltando ao canceriano, o verdadeiro caos começou a dar seus sinais de fumaça em maio. Eu estava fora da cidade a trabalho durante uma semana e bastou estes sete dias para Cacto juntar a lenha e eu - nada sábia - acender o fósforo. Cacto havia ocupado o lugar de Abobrinha na paquera com o Flautista, com direito a troca de certas figurinhas e retirada de camisa - com a desculpa - para passar desodorante.

Em meio a isso ocupei um comportamento nada delicado para com o tal boy. Gerando ótimas reviradas de olho e diálogos como:

"Ah, vocês estão me perseguindo, né?"


"Como se eu fosse perder meu tempo indo atrás de você"


Indelicadezas a parte, acontece, que nosso garoto mel, tem (tinha?) uma certa amiga com interesse além da amizade, seu apelido será Cantora. Muitos babados envolvem essa pessoinha (talvez eu conte mais sobre ela depois), mas o que precisam saber no momento é: Ela tem um tremendo ciúme do rapaz. Ainda hoje permaneço em dúvida se a origem desse ciúme é da parte romântica ou da amizade em si, mas enfim.

Cantora e Cacto começaram a trocar pequenas farpas, inclusive na frente do boy - olha o mico - até chegarmos ao ápice de fingir não saber o nome e indiretas no twitter, porque rede social serve para isso mesmo. Sendo sincera, hoje, com a cabeça mais clara, posso dizer que nenhuma estava errada ou certa. Haviam dois lados na história, assim como logo depois haverá mais dois (o meu e o dela). É injusto julgar apenas por um, apesar de eu possuir minha predileção por se tratar de minha amiga. Ainda assim, sou jornalista e na atual exposição de fatos vou tentar me manter imparcial para evitar influencia-los. 

O desentendimento de ambas resultou na reunião.

Organizadora: Cacto
Convidados: Canceriano, Cantora e Reizinho.

Resumindo "O Reizinho":  Colega do Canceriano, com o ego do tamanho do mundo e caído de quatro por Cacto, mas envolvido em tremendo cu doce com ela.

Em resumo, a reunião mais prejudicou do que ajudou. Atualmente, é óbvio o final caótico, mas em meio aquilo pareceu uma boa ideia até para mim. Na verdade, ainda creio na existência de um mundo utópico e bilateral, onde os quatro sentaram, conversaram, esclareceram tudo e seguiram suas vidas. Como vivemos dentro de uma aparente fanfic, isso foi o oposto dos reais acontecimentos. Como estava ausente desse momento mágico e nada esclarecedor, vou lhes contar a versão de Cacto. Eu sei, prometi ser imparcial, mas convenhamos, só posso lhes contar através de quem estava lá.

A reunião foi movida a base de drama e silêncio. Cacto apresentou todos os fatos e depois disso cada um focou no próprio ponto de vista, sem se dispor a entender o lado do coleguinha. Com exceção de nosso Reizinho. Este se mostrou bem disposto a acalentar dona Cacto. Por que será, né?

Voltei da semana fora e olhei tudo aquilo com cara de quem chegou no reservado do banheiro sem descarga. Aqui você tem de entender que possuo a péssima mania de meter o bedelho onde não fui chamada. Então, não foi surpresa minha brilhante ideia de chamar um por um para conversar e esclarecer as coisas. Talvez eu já deva lhe adiantar, caso esteja em uma posição parecida, esta não é uma boa ideia.

Segue acusações e respostas:

Cantora: Estava triste e achou um a.b.s.u.r.d.o. minha amiga solteira se interessar pelo amigo/interesse amoroso também solteiro dela. Já que aparentemente todo mundo do "labirinto" (este vai ser o apelido que vou dar a sala onde todo o grupinho de comunicação se encontra), sabia sobre o interesse dela.

Eu fui bem tendenciosa aqui, eu sei, mas para tentar amenizar a situação, ela também tinha seus pingos de razão. Na parte de que, se sentiu mal por um terceiro elemento, que nem fazia parte da treta, estar mandando indiretas para ela via Twitter de forma ruim. Cara, ninguém gosta de imaginar, quem dirá ter certeza de que estão falando mal de você pelas costas.

Aqui jás a solução, vulgo, o que realmente teria resolvido. Leiam bem devagar para absorver melhor: C.O.N.V.E.R.S.A.

Reizinho: "Oie, eu sou o Reizinho. Dono de uma banda que nem é minha, mas eu digo que é. Não tenho interesse romântico na Cacto. Ah, aquelas vezes que eu babei, chamei ela para encontros, apresentar para meus pais e amigos? Ah, aquilo foi delírio coletivo."


Não foi isso que ele disse, mas foi o que escutei. Das três conversas, esta foi a geradora de mais reviradas de olhos. O garoto repetia e de certo modo perseguia minha amiga para cima e para baixo por mais que ela enfatizasse a falta de interesse. E de repente ele não tinha interesse agora? Ah, tá bom. Senta lá, Claudia.


Canceriano: Foi aqui onde acendi o fósforo. Comecei a conversa como um pequeno tornado formado por acusações, apenas para escutar como resposta:


"Okay, mas o que fiz de errado?"


Então, eu parei e abri a boca para empalar o hétero com as palavras, mas nenhuma saiu. A verdade é uma. Quando se ama alguém, como era (é) o meu caso com Cacto, você simplesmente absorve todos os sentimentos dele(a) e multiplica sem questionar, na maioria das vezes. É por isso que temos de pensar duas vezes antes de contar os podres sobre esta ou aquela pessoa para sua mãe. Secretamente ela vai odiá-la para o resto da vida.

Foi assim que a conversa se tornou racional. O cara não era inocente, longe disso. No entanto, o maior mal dele havia sido estar no lugar errado, na hora errada. Então, quando pensei estar tudo resolvido ele soltou a pergunta clichê e caótica do ano.

"Por que você me odeia?"

Ódio. Sempre levei essa palavra como um extremo, assim como "Adorar". Eu não odiava ele, apenas era contra algumas de suas atitudes e escolhas. Resultado: Fizemos as pazes com um pacote de biscoitos pela metade e as conversas foram para a rede social verdinha, vulgo, WhatsApp.

Atualmente, depois de todo aprendizado - sei que pareço uma velha falando - não me arrependo das atitudes, mas talvez a Rosa de meses atrás devesse ter sido avisada do caos e lágrimas que viriam a seguir. Porque foram justamente aquelas mensagens as responsáveis por todas as lesões a seguir. Ou talvez tenha sido o pacote de biscoito, a conversa, a reunião, o ciúme da Cantora, o interesse mútuo ou até mesmo a escolha de ir ver um ensaio.

O fato é: A vida te derruba diversas vezes até você entender como se levantar e subir a escada.

No próximo post continuo a história do Canceriano. Avisei que era longa e sou péssima com resumos.

Ps: Em breve se tudo der certo a analise de um leonino entra na lista. ~ tenso ~ 

Até o próximo post


BEIJOS DOCES,

ROSALINA 



domingo, 20 de outubro de 2019

O Canceriano | Parte 1


O CANCERIANO

Pseudônimo: Flautista 
Idade: 21 anos
Aniversário: 17 de Julho
Frase mais usada: "Não entendi" 
Turn on: A conversa descontraída e pegada carinhosa.
Turn off: A timidez desnecessária e falta de atitude.
Música: Fuzuê - Tiaguinho Iorc corre aqui que a culpa é sua

Antes de contar a história, vou direto ao ponto quanto a pesquisa. Nosso - nem tão - queridíssimo canceriano entrou como primeira confirmação de signo e personalidade. Céus! Um aviso muito importante para você, caro leitor(a), quando falam sobre cancerianos serem sentimentais e por isso ter mão mole para atitude, eles não estão brincando. 

No entanto, devido aos pontos positivos e se me permitem dizer, atraentes, desse signo, você também pode cair em uma armadilha chamada "tesão", assim como eu. Nesse caso, você não vai se importar de mexer os pauzinhos, ao menos por um tempo. 

Agora pode se sentar com chocolate e café e apreciar minhas desventuras, dignas de clichê adolescente - Paula Pimenta nota a minha vida maluca! - com o canceriano flautista. 

Obs: O texto foi dividido em partes, pois a história é longa.

  

PARTE 1 | ANTES

Eis a história mais cheia de reviravoltas até o momento. Mais conhecida como "A segunda vez que chorei por homem". 

Tudo começou no inicio deste ano. Não lembro a roupa, o cheiro, nem mesmo onde esbarrei com ele pela primeira vez, mas lembro da primeira menção em uma conversa. Minha amiga - vamos chamar ela de Cacto, porque ainda vai aparecer muito nessa história - mostrou o perfil do Flautista no Instagram. Agora noto que talvez tenha sido minha primeira reação que chamou a atenção do carma para agir e debochar da minha cara futuramente. Pois, minha única e exata palavra foi "Gay" em conjunto de um risinho debochado. 

Como boa esquecida, após um mês eu já não fazia ideia de quem o boy era. Apesar de vez ou outra o ser humano estar em meu lindo e maluco bloco da faculdade. Eis que meus olhos gulosos focaram no flautista ao acaso e se interessaram pelo que viram. No entanto, como se já não bastasse ser esquecida, ainda fui tola o suficiente para flertar no privado da nossa querida rede social rosinha, vulgo Insta, sem dar o belo stalker. Resultado: No meio do flerte falei para Cacto sobre o assunto e a frase "balde de água fria" do ano vai para:

"Você lembra do cara que pensou ser gay, mas na verdade era hétero e tinha namorada?"

Um grande parabéns para mim! Adicione a isso a minha cara de Poker Face como se nada houvesse acontecido e Cacto e eu brincando de Sherlock e Watson para descobrir se o Canceriano ainda namorava. Ela inclusive mandou mensagem anônima para uma página da faculdade por mim, céus! Desculpe, Rosalina e Cacto do passado, mas não tem como defender vocês duas.

Dia vai, dia vêm e recebemos a resposta esperada: SOL.TEI.RO. 

Como avisei a vocês, esta história possui tantas reviravoltas quanto uma fanfic escrita por adolescentes com hormônios a flor da pele, então obviamente o funk do baile nem começou ainda. O que basicamente quer dizer que depois disso só deu merda.  

Sabe quando duas amigas se interessam pelo mesmo cara em um daqueles filmes ou livros? Ah, pois então. Isso também acontece na vida real, mas nela você não pode simplesmente continuar a comer a pipoca tranquilamente, porque aqui fora, o caos é mais provável do que o "felizes para sempre".

Agora, mais de cinco meses depois, noto como fui tola. Como nós fomos tolas. Falamos direto como os caras brincam com os nossos sentimentos e os intitulamos "A droga dos hétero top", mas ali estávamos nós, Cacto, Abobrinha e eu - sim, somos um típico grupinho de três jovens adultas - interessadas pelo mesmo cara, zombando sobre o fato de quem pegasse ele primeiro tudo certo. Dispensamos nossos próprios sentimentos e os dele em meio as brincadeiras. 

UM MINUTO DE PAUSA: 

Eu torço para você nunca ler esse texto, caro Flautista. Você vai se reconhecer na hora e não sabe de partes da história. A parte de certo modo "suja" por trás das cortinas e sei como tudo vai parecer aos seus olhos. Veja bem, nossa intenção nunca foi magoar ninguém. É, eu sei, o inferno está cheio de boas intenções, mas ainda assim, queria que me desculpasse. Na época, eu te via com olhos diferentes. Isso não modifica o fato de que você humano e tem sentimentos, mas é a única desculpa que tenho no momento.

Cacto e Abobrinha, vocês eu sei que estão lendo isso. Então, aqui estão minhas sinceras desculpas. Por tudo que vocês sabem que irá aparecer no resto desta história e por esta parte já contada. Todas nós merecíamos mais do que este descarte de sentimentos.

AGORA PODEMOS VOLTAR PARA HISTÓRIA...

...Amanhã porque hoje eu já falei demais.


BEIJOS DOCES,

ROSALINA

A origem da loucura


Pelos céus, juro de dedinho que não estou bêbada - agora - e nem ingeri nenhuma substância alucinógena, então sim, as coisas a serem ditas aqui realmente aconteceram. Por vezes até eu me questiono da veracidade dos fatos,considerando que tudo parece uma fanfic clichê, escrita por uma adolescente com hormônios a flor da pele, mas o fato de as pessoas ainda estarem presentes na minha vida, assim como as consequências, me fazem crer na realidade.

Talvez eu esteja sendo antiquada ao escolher um blog como forma de contar minhas maluquices diárias, mas veja bem, cartas também são e ainda assim me derreto ao receber uma. Então, talvez, só talvez, eu de fato seja uma garota antiquada.

Enfim, o motivo deste blog é compartilhar com o mundo, ou com apenas você, caro leitor, minha nova pesquisa: 12 caras de doze signos!

Como leitora compulsiva, essa ideia obviamente saiu de um livro. Quem já leu "Os 12 signos de Valentina" sabe perfeitamente do que estou falando, mas se você, caro leitor, ainda não pôs seus olhos neste livro cor de rosa, por favor procure ele agora. Ainda que se acompanhar este blog vá vê-lo em prática na vida real.

O fato é, irei paquerar doze caras, um de cada signo, observar e analisar cada comportamento e contar para vocês através desse belo site - com cor e design a serem definidos - como foi a experiência com cada um. Inclusive, já tenho uma bela e complicada história para lhes contar sobre um tal canceriano.

Então, se acomode na frente de seu notebook, celular, computador ou seja lá qual aparelho tecnológico esteja usando e aprecie a vergonha e desventuras alheias desta acadêmica.

PS: Usarei nomes falsos para todos, inclusive para mim. Vou expôr todo mundo, sem expôr todo mundo. Hehehe



Beijos doces

ROSALINA