O CANCERIANO
Pseudônimo: Flautista
Idade: 21 anos
Aniversário: 17 de Julho
Frase mais usada: "Não entendi"
Turn on: A conversa descontraída e pegada carinhosa.
Turn off: A timidez desnecessária e falta de atitude.
Música: Fuzuê - Tiaguinho Iorc corre aqui que a culpa é sua
Antes de contar a história, vou direto ao ponto quanto a pesquisa. Nosso - nem tão - queridíssimo canceriano entrou como primeira confirmação de signo e personalidade. Céus! Um aviso muito importante para você, caro leitor(a), quando falam sobre cancerianos serem sentimentais e por isso ter mão mole para atitude, eles não estão brincando.
No entanto, devido aos pontos positivos e se me permitem dizer, atraentes, desse signo, você também pode cair em uma armadilha chamada "tesão", assim como eu. Nesse caso, você não vai se importar de mexer os pauzinhos, ao menos por um tempo.
Agora pode se sentar com chocolate e café e apreciar minhas desventuras, dignas de clichê adolescente - Paula Pimenta nota a minha vida maluca! - com o canceriano flautista.
Obs: O texto foi dividido em partes, pois a história é longa.
PARTE 1 | ANTES
Eis a história mais cheia de reviravoltas até o momento. Mais conhecida como "A segunda vez que chorei por homem".
Tudo começou no inicio deste ano. Não lembro a roupa, o cheiro, nem mesmo onde esbarrei com ele pela primeira vez, mas lembro da primeira menção em uma conversa. Minha amiga - vamos chamar ela de Cacto, porque ainda vai aparecer muito nessa história - mostrou o perfil do Flautista no Instagram. Agora noto que talvez tenha sido minha primeira reação que chamou a atenção do carma para agir e debochar da minha cara futuramente. Pois, minha única e exata palavra foi "Gay" em conjunto de um risinho debochado.
Como boa esquecida, após um mês eu já não fazia ideia de quem o boy era. Apesar de vez ou outra o ser humano estar em meu lindo e maluco bloco da faculdade. Eis que meus olhos gulosos focaram no flautista ao acaso e se interessaram pelo que viram. No entanto, como se já não bastasse ser esquecida, ainda fui tola o suficiente para flertar no privado da nossa querida rede social rosinha, vulgo Insta, sem dar o belo stalker. Resultado: No meio do flerte falei para Cacto sobre o assunto e a frase "balde de água fria" do ano vai para:
"Você lembra do cara que pensou ser gay, mas na verdade era hétero e tinha namorada?"
Um grande parabéns para mim! Adicione a isso a minha cara de Poker Face como se nada houvesse acontecido e Cacto e eu brincando de Sherlock e Watson para descobrir se o Canceriano ainda namorava. Ela inclusive mandou mensagem anônima para uma página da faculdade por mim, céus! Desculpe, Rosalina e Cacto do passado, mas não tem como defender vocês duas.
Dia vai, dia vêm e recebemos a resposta esperada: SOL.TEI.RO.
Como avisei a vocês, esta história possui tantas reviravoltas quanto uma fanfic escrita por adolescentes com hormônios a flor da pele, então obviamente o funk do baile nem começou ainda. O que basicamente quer dizer que depois disso só deu merda.
Sabe quando duas amigas se interessam pelo mesmo cara em um daqueles filmes ou livros? Ah, pois então. Isso também acontece na vida real, mas nela você não pode simplesmente continuar a comer a pipoca tranquilamente, porque aqui fora, o caos é mais provável do que o "felizes para sempre".
Agora, mais de cinco meses depois, noto como fui tola. Como nós fomos tolas. Falamos direto como os caras brincam com os nossos sentimentos e os intitulamos "A droga dos hétero top", mas ali estávamos nós, Cacto, Abobrinha e eu - sim, somos um típico grupinho de três jovens adultas - interessadas pelo mesmo cara, zombando sobre o fato de quem pegasse ele primeiro tudo certo. Dispensamos nossos próprios sentimentos e os dele em meio as brincadeiras.
UM MINUTO DE PAUSA:
Eu torço para você nunca ler esse texto, caro Flautista. Você vai se reconhecer na hora e não sabe de partes da história. A parte de certo modo "suja" por trás das cortinas e sei como tudo vai parecer aos seus olhos. Veja bem, nossa intenção nunca foi magoar ninguém. É, eu sei, o inferno está cheio de boas intenções, mas ainda assim, queria que me desculpasse. Na época, eu te via com olhos diferentes. Isso não modifica o fato de que você humano e tem sentimentos, mas é a única desculpa que tenho no momento.
Cacto e Abobrinha, vocês eu sei que estão lendo isso. Então, aqui estão minhas sinceras desculpas. Por tudo que vocês sabem que irá aparecer no resto desta história e por esta parte já contada. Todas nós merecíamos mais do que este descarte de sentimentos.
AGORA PODEMOS VOLTAR PARA HISTÓRIA...
...Amanhã porque hoje eu já falei demais.
BEIJOS DOCES,
ROSALINA

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