quarta-feira, 23 de outubro de 2019

O Canceriano | Parte 2



O CANCERIANO
PARTE 2 | ANTES

Como é de se esperar, ou não, depois do interesse mútuo, começaram as brincadeiras sobre estar tudo bem caso uma de nós três acabasse aos beijos com ele. De fato, ele demonstrou grande interesse por Abobrinha. Inclusive, se me recordo bem, chamou ela para comer. É, nós sabemos que não era só na comida que ele estava ansioso para por a boca.  

No entanto, a paquera que mal iniciou se desfez, porque nossa doce Abobrinha - Sim, uma abobrinha doce. A história é minha, então pode - se envolveu com outro cara, vamos chama-lo de Erva Doce. Erva, para os mais chegados. O Erva e a Abobrinha tinham uma "história" mais longa. O que basicamente quer dizer, que os dois mantinham uma amizade repleta de tesão e cu doce. Todo mundo conhece duas pessoas assim. Interessadas em um algo mais, mas sem assumir com a desculpa de não querer estragar a amizade. Se você não reconhece essas duas pessoas na sua vida eu preciso lhe contar uma coisa... 

Enfim, o Erva finalmente tomou iniciativa e o resultado foi o inicio da amizade colorida com Abobrinha. Teve direito, inclusive, a primeiro beijo do casal na praia. #SHIPPO , mas isso é história para outro post, se eu receber permissão para isso.

Voltando ao canceriano, o verdadeiro caos começou a dar seus sinais de fumaça em maio. Eu estava fora da cidade a trabalho durante uma semana e bastou estes sete dias para Cacto juntar a lenha e eu - nada sábia - acender o fósforo. Cacto havia ocupado o lugar de Abobrinha na paquera com o Flautista, com direito a troca de certas figurinhas e retirada de camisa - com a desculpa - para passar desodorante.

Em meio a isso ocupei um comportamento nada delicado para com o tal boy. Gerando ótimas reviradas de olho e diálogos como:

"Ah, vocês estão me perseguindo, né?"


"Como se eu fosse perder meu tempo indo atrás de você"


Indelicadezas a parte, acontece, que nosso garoto mel, tem (tinha?) uma certa amiga com interesse além da amizade, seu apelido será Cantora. Muitos babados envolvem essa pessoinha (talvez eu conte mais sobre ela depois), mas o que precisam saber no momento é: Ela tem um tremendo ciúme do rapaz. Ainda hoje permaneço em dúvida se a origem desse ciúme é da parte romântica ou da amizade em si, mas enfim.

Cantora e Cacto começaram a trocar pequenas farpas, inclusive na frente do boy - olha o mico - até chegarmos ao ápice de fingir não saber o nome e indiretas no twitter, porque rede social serve para isso mesmo. Sendo sincera, hoje, com a cabeça mais clara, posso dizer que nenhuma estava errada ou certa. Haviam dois lados na história, assim como logo depois haverá mais dois (o meu e o dela). É injusto julgar apenas por um, apesar de eu possuir minha predileção por se tratar de minha amiga. Ainda assim, sou jornalista e na atual exposição de fatos vou tentar me manter imparcial para evitar influencia-los. 

O desentendimento de ambas resultou na reunião.

Organizadora: Cacto
Convidados: Canceriano, Cantora e Reizinho.

Resumindo "O Reizinho":  Colega do Canceriano, com o ego do tamanho do mundo e caído de quatro por Cacto, mas envolvido em tremendo cu doce com ela.

Em resumo, a reunião mais prejudicou do que ajudou. Atualmente, é óbvio o final caótico, mas em meio aquilo pareceu uma boa ideia até para mim. Na verdade, ainda creio na existência de um mundo utópico e bilateral, onde os quatro sentaram, conversaram, esclareceram tudo e seguiram suas vidas. Como vivemos dentro de uma aparente fanfic, isso foi o oposto dos reais acontecimentos. Como estava ausente desse momento mágico e nada esclarecedor, vou lhes contar a versão de Cacto. Eu sei, prometi ser imparcial, mas convenhamos, só posso lhes contar através de quem estava lá.

A reunião foi movida a base de drama e silêncio. Cacto apresentou todos os fatos e depois disso cada um focou no próprio ponto de vista, sem se dispor a entender o lado do coleguinha. Com exceção de nosso Reizinho. Este se mostrou bem disposto a acalentar dona Cacto. Por que será, né?

Voltei da semana fora e olhei tudo aquilo com cara de quem chegou no reservado do banheiro sem descarga. Aqui você tem de entender que possuo a péssima mania de meter o bedelho onde não fui chamada. Então, não foi surpresa minha brilhante ideia de chamar um por um para conversar e esclarecer as coisas. Talvez eu já deva lhe adiantar, caso esteja em uma posição parecida, esta não é uma boa ideia.

Segue acusações e respostas:

Cantora: Estava triste e achou um a.b.s.u.r.d.o. minha amiga solteira se interessar pelo amigo/interesse amoroso também solteiro dela. Já que aparentemente todo mundo do "labirinto" (este vai ser o apelido que vou dar a sala onde todo o grupinho de comunicação se encontra), sabia sobre o interesse dela.

Eu fui bem tendenciosa aqui, eu sei, mas para tentar amenizar a situação, ela também tinha seus pingos de razão. Na parte de que, se sentiu mal por um terceiro elemento, que nem fazia parte da treta, estar mandando indiretas para ela via Twitter de forma ruim. Cara, ninguém gosta de imaginar, quem dirá ter certeza de que estão falando mal de você pelas costas.

Aqui jás a solução, vulgo, o que realmente teria resolvido. Leiam bem devagar para absorver melhor: C.O.N.V.E.R.S.A.

Reizinho: "Oie, eu sou o Reizinho. Dono de uma banda que nem é minha, mas eu digo que é. Não tenho interesse romântico na Cacto. Ah, aquelas vezes que eu babei, chamei ela para encontros, apresentar para meus pais e amigos? Ah, aquilo foi delírio coletivo."


Não foi isso que ele disse, mas foi o que escutei. Das três conversas, esta foi a geradora de mais reviradas de olhos. O garoto repetia e de certo modo perseguia minha amiga para cima e para baixo por mais que ela enfatizasse a falta de interesse. E de repente ele não tinha interesse agora? Ah, tá bom. Senta lá, Claudia.


Canceriano: Foi aqui onde acendi o fósforo. Comecei a conversa como um pequeno tornado formado por acusações, apenas para escutar como resposta:


"Okay, mas o que fiz de errado?"


Então, eu parei e abri a boca para empalar o hétero com as palavras, mas nenhuma saiu. A verdade é uma. Quando se ama alguém, como era (é) o meu caso com Cacto, você simplesmente absorve todos os sentimentos dele(a) e multiplica sem questionar, na maioria das vezes. É por isso que temos de pensar duas vezes antes de contar os podres sobre esta ou aquela pessoa para sua mãe. Secretamente ela vai odiá-la para o resto da vida.

Foi assim que a conversa se tornou racional. O cara não era inocente, longe disso. No entanto, o maior mal dele havia sido estar no lugar errado, na hora errada. Então, quando pensei estar tudo resolvido ele soltou a pergunta clichê e caótica do ano.

"Por que você me odeia?"

Ódio. Sempre levei essa palavra como um extremo, assim como "Adorar". Eu não odiava ele, apenas era contra algumas de suas atitudes e escolhas. Resultado: Fizemos as pazes com um pacote de biscoitos pela metade e as conversas foram para a rede social verdinha, vulgo, WhatsApp.

Atualmente, depois de todo aprendizado - sei que pareço uma velha falando - não me arrependo das atitudes, mas talvez a Rosa de meses atrás devesse ter sido avisada do caos e lágrimas que viriam a seguir. Porque foram justamente aquelas mensagens as responsáveis por todas as lesões a seguir. Ou talvez tenha sido o pacote de biscoito, a conversa, a reunião, o ciúme da Cantora, o interesse mútuo ou até mesmo a escolha de ir ver um ensaio.

O fato é: A vida te derruba diversas vezes até você entender como se levantar e subir a escada.

No próximo post continuo a história do Canceriano. Avisei que era longa e sou péssima com resumos.

Ps: Em breve se tudo der certo a analise de um leonino entra na lista. ~ tenso ~ 

Até o próximo post


BEIJOS DOCES,

ROSALINA 



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